” Os atentados de 7 de julho em Londres revelaram uma novidade: os celulares com câmera potencializaram o aspecto mais belo e central da fotografia, que é a possibilidade de captar o instântaneo. E deram ao cidadão comum o poder de registrar e disseminar fatos inesperados do dia-a-dia, tarefa antes comumente realizada por profissionais do jornalismo”. Otávio Dias
É necessária a idéia de evolução fotográfica, onde qualquer pessoa pode e deve ousar na hora de relatar um fato, visualmente. Embora seja recente essa nova tecnologia de câmeras em celulares muito já se foi articulado, criticado, polemizado em torno deste tema. Uns abordam o lado positivo, outros o negativos, como em todo bom assunto polêmico os dois lados existes e são fortes. A fotografia tirada de um aparelho celular tem seu aspecto relevante, o instantâneo, que atualmente é poder captar um momento, importante ou não. Já sua qualidade fica em baixa, profissionais negam que esta seja uma forma fiel em qualidade. Sim, fotógrafos aceitam a vantagem desses aparelhos na instantaneidade, não em boas resoluções de imagens, embora as empresas de tecnologia em celulares empenham-se para que a resolução seja cada vez melhor. Chamar um cidadão comum de jornalista pode parecer um exagero, mas relatar, captar, informar, divulgar um acontecimento não é um trabalho jornalístico? Teoricamente sim, porém para tornar-se um é preciso mais que uma foto instantânea. Ser profissional de jornalismo é um serviço, brincar de ser um, é outra história…