Este chamado jornal digital, que ainda será motivos de muita discussão, um dia talvez, poderá substituir o impresso? Espero eu que não…

O jornal digital, mais conhecido como “jornal do futuro” é algo mais presente ao que seu vulgo nome sugestiona. Estes veículos informativos ganharão versões eletrônicas exibidas em telas portáteis e suas experimentações já engatilharam. De Tijd, jornal belga é o primeiro a entregar telas portáteis aos e-readers.Interessante, é a novidade tecnológica que utilizará milhões de cápsulas microscópicas preenchidas com pigmentos claros e escuros que se movimentam quando ativados por uma corrente elétrica, onde serão noticiados os acontecimentos do dia em um papel eletrônico, conhecido como paper. Os pigmentos mudam de posição dentro da cápsula conforme sua intensidade, e a imagem se forma por contraste na superfície da tela. Há tempos esse projeto vem sendo almejado, entretanto, só conseguiram desenvolvê-lo recentemente. No fim dos anos 90, quando lançaram os primeiros e-readers, o aparelho se apresentou inviável pelo seu peso e tamanho. Porém com o papel eletrônico ficaram mais leves, práticos e econômicos. Pois, para manter a imagem na tela não é necessário eletricidade, economizando a energia das baterias, possibilitando ao leitor horas de leitura entre as recargas. O primeiro e-readers a ser lançado foi o Librié, da Sony, em 2004, mas não decolou por ser pouco funcional. Não desistindo, a empresa lançou no começo do ano o Sony Reader que desta vez pretende surpreender.O jornal De Tijd, optou lançar seu programa piloto pelo e-reader iLiad, da iRex Technologies. Lendo praticamente todos os documentos digitais, seus usuários podem se conectar através de uma rede sem fio domésticos, redes públicas, disponíveis em cibercafés e aeroportos, a qualquer hora do dia em busca de novas noticias. Sua dimensão é semelhante à uma A4 dobrada ao meio, pesa 390 gramas e sua espessura é de apenas 1,6 centímetros. A capacidade em memória é de armazenar até trinta edições eletrônicas e é possível também fazer anotações sobre a tela com uma caneta do tipo stylus.Sua vantagem além de eliminar os custos do papel ainda ganha a atenção dos leitores mais jovens, estes, que estão sempre em busca de notícias na interrnet. Jornais de grande distribuição como o americano The New York Times, o inglês The Daily Telegrafy e o espanhol El País também querem desenvolver essa nova tecnologia. Prevista para ser lançada em 2007, a tela flexível, tecnologia realizada pela empresa inglesa Plastic Logic e a holandesa Polymer Vision, trata-se em utilizar altas temperaturas pra colar o circuito do papel eletrônico a um filme de plástico bem fino, tornando-a flexível. As cores existentes nas telas se encontram em preto e branco, mas já existem versões coloridas e flexíveis em testes.A tecnologia sem dúvida nenhuma está aí para nos surpreender e desta vez seu âmbito alcança os jornais. Uma novidade que ainda polemizará a sociedade, inspirará filósofos e instigará muitos os sociólogos. Bom ou ruim para o jornalismo, ainda não se sabe, embora este seja mais um passo caminho a uma evolução tecnológica que não visa seu fim.
Fonte da resenha: Revista Veja